sábado, 27 de fevereiro de 2016

Nada mais que tempo em ti...

Quase nada me espanta, _que ousadia!
Nem a cor, ou o céu, amarelo ou vermelho.
Onde o olhar por vezes é cru, outras… ventania!
Em frenesim defronte do espelho.

Se assim é…estaria melhor na noite ou no dia.
Por entre muros… ou em caminho velho.
Na busca de uma quimera … ou da alegria.
Se assim é, porque perco o que não tenho!

Tempo… nada mais que tempo, em ti.
Fraco sonho no descair do silêncio.
Que me impele na busca do que não vi.

Homens sem cor, grilhões ou compêndio…
São todos os sinais insano bisturi!
Atire a primeira pedra, quem não estiver ébrio.
Foto: Pintura de Renso Castaneda.