quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Trilho...

Estás parada numa encruzilhada estéril!
Infecunda sobreposição de ti mesma.
Redopias num parapeito insidioso e débil!
Vencida te submetes a traçada nesga…

Ínfima claridade, sem bravura ou corcel.
Retalhada no peito, onde a chama se apaga!
Vacilante! Aparece um irrisório anel…
Suspenso na ventania que te empurra.

Parece que o destino é de terra batida.
Ou que o coração se renova em pedra.
Só os teus olhos teimam em chorar!

Então… porque finges que não dói lembrar…
Aquilo que o tempo faz questão de tirar.
Se o trilho é seguir até ao virar da esquina…