quarta-feira, 23 de março de 2011

2011

2011...

Numa manhã de nevoeiro, parti
Mas a Alcácer não cheguei
Numa manhã de nevoeiro me vi
Sob o abismo em que naufraguei

Ai meu Portugal a reboque
Tantos sonhos de grandeza
Tanto quero mas não me toque
Que navegas em fraqueza
De ideias e ideais
De verdade e dignidade
Honestidade e o que mais
Foge-me a boca p`rá verdade
Portugal pasto de escroque
Triste pátria romanesca
Bem - aventurança parca
Dois mil e onze será balança
E o fim do arraial
O principio da matança

De quem andou a surripiar

Quem me dera acreditar
Que isto assim seria
Quem me dera qualquer dia
Olhar atrás e dizer
A crise até fez doer
Afinal valeu a pena
É outro o meu país
Ainda ontem fez novena.