terça-feira, 8 de março de 2011

Não me castrem

Não me ofereçam flores.
Nem chamem pelo nome
Chamem-me mulher
Que vai pr`á guerra
Mulher que pare
Que mata a fome
Deixando de comer
Ninguém me dê sorrisos
Ofereçam-me liberdade
Tirem-me esta canga
Que parte a alma
Não me olhem
Não sou objecto
Não me matem
Porque amei
Não me castrem
Porque ousei
Olhar mais alto

Que o mundo que me fez mulher.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...