quinta-feira, 3 de março de 2011

Solto para o alto

Solto para o alto o acreditar
O seu peso é medonho
Nas horas mortas, ao deitar
Solto para o alto enquanto olho
Um espinho no peito
O sangue que jorra
Um medo a jeito
Estranha modorra
Indolência sem rosto
Um peso que afunda
E traz átona o gosto
De uma palavra muda

Solto para o alto mas volto atrás
É assim a vida, a alma humana
Pensa num antes e é incapaz
De soterrar, não me chamem insana…

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...