domingo, 13 de janeiro de 2013

Sou




Sou, eu sei que sou poeta das pedras
Das ervas daninhas amigos fuinhas
De calças surradas, de gente do povo
Humilde vaidoso em ser como é

Sou de vestes de chita, alpercatas de tiras
Uma casa simples, sem credo ou cartilhas
Barriga vazia nas noites de inverno
Dos dias tão quentes perfeito inferno

Sou filha do povo, não renega seu berço
Dos calos nas mãos a eles pertenço
Da giesta brava, do vento da serra
Da palavra dada do grito de guerra

Sou, eu sei que sou alguma aflição
São coisas da vida sem caso pensado
Quanto vale a palavra mesmo de encontrão
A quando do titulo, canudo ou Brasão.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...