sábado, 12 de janeiro de 2013

Flechas



Pergunto a razão de palavras vãs
As que soltas pelas manhãs
Sempre que o sol da esperança
Visita a confiança num dia melhor
A razão do queixume, azedume
Atirado ao ar como acendalhas em lume
Brando, pergunto se tanto rancor
Trás serenidade às almas penadas
Se acidez é presenteira com escolhas guardadas

No baú de uma vida sem sal, sem cor ou amor
Pergunto, de que servem flechas se fazem ricochete.

Ai de mim...

Deixa que adormeça na terra árida. Que o tojo seja o cobertor dos dias frios. A aurora seja o sinal que a alma aguarda. E o vento o ...