quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Vorazmente


 
Sem ti a tarde cai assustada
Em delírio adivinho o sol-pôr
Fico à ombreira encostada
Enquanto enxoto a dor

Enroscam-se no meu ombro as lembranças
O peso de uma despedida, enquanto em lida
Os meus olhos vasculham o horizonte
Que foge então numa vaga de bonança
Em turbilhão uma visão assombra a fronte
O peso dos dias, dos anos, o peso das andanças

Que vorazmente devoraram o que sobrara da esperança.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...