terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Lembrança


 
A incerteza que paira na manhã acinzentada
Na chuva miudinha, nos chapéus-de-chuva lá fora
No silêncio desta casa, no sentir que aflora
E tu que será de ti nesta vida arrastada

Pela correnteza do forçado ao sentimento
Onde horas e minutos são apenas momento
Que deixam no peito a marca de dia não ou dia sim
Responde deus o que lhe trazes no fim

De uma vida que passou e quase nada restou
A não ser o instante em que o sentir mimou
O anseio encoberto pelo parecer afinal
Tudo acaba enfim numa cama de hospital

Eu que estou de fora empurrada a contra gosto
Tudo me parece distante e recordo o mês de agosto
As andorinhas no céu um sorriso amistoso
É tudo o que resta, a lembrança e o suposto.


Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...