sábado, 7 de março de 2015

Mulheres sem voz...

Não se gastem palavras…caem efémeras,
sem raízes que as sustenham… As árvores morrem de pé,
as nascentes secam ao sol, e as noites brilham ao luar!
Não se gastem palavras, para logo se calar o eco de um dia…
Diz ser da mulher… Um oito qualquer!
E todos os outros, onde ficam, onde caem?
E todos os dias, todas as noites, sem luar?
Cedem em saco roto… À pancada que amofina,
o sonho à penumbra do Inverno.
Inferno gelado de mulheres sem voz!
Sucumbem na míngua de sol, arrastadas em lágrimas de sal.

Palavras são só palavras, se logo mais se fecha a porta,
se vira o rosto, à morte que desce amiúde,
num telejornal qualquer!


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...