sábado, 14 de março de 2015

O peso dos Poemas...

Transportam os poetas a solidão,
e se for mulher, a nudez dos sentidos
Tem peso redobrado!
De nada vale cair o sol no seio,
Ou a brisa nos cabelos.
O que fica… somente as palavras!
Podem ser fracas, podem ser cumes,
Elevar ao alto o amor,
que foge apressado ao sentir o efeito
De um poema.
Transportam os poetas solidão!
Suporto eu o silencio das paredes,
o peso da terra, a míngua de acreditar.
Não me olhem como se fosse louca,
nem tão pouco como se fosse casta.
Olhem no fundo de cada palavra,
nas entrelinhas, e revejam-se no poema.
Transportam os poetas solidão!
Transporto eu a saudade de uma brisa ligeira.
Trespassou as paredes de cal caiadas,
saltitou nas pedras da calçada,
E como tudo, partiu.
Restam nas horas mortas, o peso dos poemas.
Que podem ser facas, que podem ser rosas!
Neles inquiro as paredes brancas e frias,
desnutridas de vozes, simulacro de túmulo.
Porque me deste Deus o condão de versejar?
Por acaso perguntastes se o queria…
Ou ris da minha facilidade, do meu jeito desengonçado
de escrever o que penso.
Perguntastes por acaso se o peso de um poema,
era o que queria por mortalha,
Perguntastes por acaso se não preferia não pensar.
Ou melhor… pensar em todas as coisas fúteis,
e ser mulher sem olhar.
Suporto o peso dos poemas e às vezes…
Queria ser só mulher.




Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...