domingo, 15 de março de 2015

Serás Tu...

Por entre o perfume do campo canta o Gaio,
o verde fica mais verde, e o canto cristalino!
Enquanto a alma vagueia nas ruelas… Quase caio
na dolência! Mas a saudade em desatino,

crava as unhas no meu peito… esqueço o Gaio,
a sombra, as ervas luxuriantes! E o destino
tem o peso das muralhas! Olham de soslaio;
enquanto penso em ti, assim amofino!

Estás ali… Cravada nas pedras a manhã cintila!
Inunda os sentidos, mas a falta que me faz
O calor da tua mão, num passeio pela vila.

Leva-me a um tempo que não vi… Intranquila
é a ausência desta vida… Serás tu sombra fugaz?
Ou o sonho… Pedra que carrego na mochila!


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...