terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Deserto sem Paixão...

Regressas sempre de mansinho
Às ruelas que teimas em esquecer
No rosto levas um choro miudinho
Meu amor quem entende esse viver.

Se até as sombras são, oásis
Num deserto sem paixão
Porquê as pedras em cabazes
Que teimas em soltar do coração

Se a morte está ali e é tão fria
Porquê viver na ilusão
De que a lua é sol e alumia
Se ela só brilha em escuridão

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...