quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Qualquer rima é cupido… Décimas.

(Mote)

Basta uma rima afiada.
Para deitar tudo por terra.
Se em Liberdade formada.
Ela corta como serra.

Tem piada a bagatela!
Disfarce ou indolência.
Mesmo que sem consciência…
Acho que é pura vaidade.
Recorrer à vulgaridade,
é correr, só por correr…
Esquece …. Só tem a perder,
quem usa o estratagema.
Para derrubar fraco esquema:
Basta uma rima, afiada.

Sem ser melhor que ninguém…
Assim levo o dia-a-dia.
Faça sol ou ventania.
Sei que posso ir… Além!
Sem soberba ou desdém.
Sou poeta de trapos rotos.
Na vida até levo socos.
De quem se acha, imortal.
O mal é eu pensar: Está mal!
Para deitar tudo por terra.

Na ânsia da aclamação,
há quem se torne, indolente!
Desconhece… Para ser gente:
Não basta ter instrução.
Já para ganhar o chão,
o suor deve correr…
E nada pode suster,
um poeta desiludido.
Qualquer rima é cupido:
Se em Liberdade, formada.

Este verso…. É estratagema.
Para derrubar aprumados.
Não basta gritar em brados:
Vamos matar um poema!
A névoa até faz pena.
Já que o verso é um leito!
Mesmo tosco com defeito:
Esta rima é soberana.
Quando quer rachar a trama:
Ela corta como serra.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...