domingo, 9 de fevereiro de 2014

Porque chove...



Porque chove minha mãe dias a fio
Revivo ora a eito ora  amiúde 
Ao olhar o largo rio
Lá em baixo, da varanda que me cuide
Deste céu que despenca tão sombrio.
O mais que os meus olhos falarão
Na saudade de um gesto que se foi
As lembranças apenas isso são
Como a água deslizando em corrosão  
Nostalgia corre livre sem entrave
Porque chove minha mãe em contramão
Porque a chuva meu filho é a trave…

Ai de mim...

Deixa que adormeça na terra árida. Que o tojo seja o cobertor dos dias frios. A aurora seja o sinal que a alma aguarda. E o vento o ...