sábado, 16 de maio de 2015

Não estás comigo...


É na noite que tudo acontece,
em pequenas clareiras de folhagem densa.
Entra a luz da lua e não me reconhece:
Não sei se é da sina, se da crença.

Pode ser a alma que vagueia ao luar,
os sentidos em horas mortas.
Será quem sabe um mendigar.
Ou então o transpor de portas.

Arredado o pensamento:
baila nas palavras de letras miudinhas,
 umas atrás das outras!

Amanhã, sorrirás certamente!
Enquanto na estranha dança
serei um pequeno átomo.
Que o vento depositará na tua alma.

Tudo porque hoje não estás comigo,
 por entre o silêncio da casa deserta.
Onde as sombras vagueiam,
tal alma penada, vagueiam!
Assim como os poemas incompletos.

Logo mais os depositarei no teu olhar.