domingo, 24 de maio de 2015

Serei somente a solidão...

Quando não há nada para dizer:
porque se cala o dizer que vai no coração…
E falar só por falar tem o peso da obrigação!

São todas as palavras de amor desditas!
Num coração retalhado pela incerteza,
todos os vocábulos setas imperfeitas.
Jamais tocarão o céu num cometa,
e os sonhos fenecem lentamente!
Até ao dia do juízo final.

- Porque se atreve a mente a negar evidencias?
- Porque se atrevem os homens a fingir? Pertinências!
- Porque me atrevo a aguçar?

Triste garina perdida, num riacho o naufragar,
dos meus sonhos… Dia a dia o despontar
em letras de triste estória, estranho mendigar!

Eu, poeta louco me confesso à revelia do crer.
Se um dia escrever em bolas de sabão,
a secura de uma mente deslavada:
morri sem dar por isso, e o meu ser
vagueia aos olhos de quem me saiba ver.

Serei então poeta no sentido da palavra!
Vadiando nas ruelas da imaginação…
E na tua voz sem nada por dizer,
serei somente a solidão!


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...