sábado, 16 de abril de 2011

Arestas

Pesam-me as palavras fáceis
Cheias de nada
Pesam-me as arestas
Das palavras como flechas
Que me atiram à cara

São obesas
Quase sempre flácidas
Como posso rir
De moscas a zunir
Envoltas em trapalhadas

Pesa-me a palavra oca
Perde o sentido
Não passa de carpido
Mesmo em voz rouca

Teimam as horas
Em que as palavras me pesam
Os dias tenebrosos
Parecem cães raivosos
Mordem e desesperam
Choram as horas
Por silêncios imperfeitos
Com todos os defeitos
Da desilusão aprisionada.

Os sonhos chegam nas trindades…

Em qualquer canto ouço a voz dos dias!... Traz ao de cima as fantasias. Mas qualquer canto ensurdece o vento. Mesmo que o intento po...