segunda-feira, 11 de abril de 2011

Se eu soubesse


Se eu soubesse porque me doem os dias
As noites e as manhãs frias
Uma folha de papel em branco
Porque me dói o nevoeiro em espesso manto
Porque me doem razias
Outras tantas vezes o pranto
O medo e até o quebranto
Porque me doem fantasias
O belo canto, ou maresias

Se eu soubesse para onde vou
Aquilo que já não sou
Até o que virei a ser
Terei hora p`ra adormecer
Outra para acordar, onde estou
Se os meus olhos pudessem ver
Quem sabe enaltecer
Uma dor que albergou
Incerteza que chegou

O que serei ao morrer
O que a vida me está a esconder
Se eu soubesse, se eu soubesse
De onde me vem esta vontade de saber.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...