domingo, 10 de abril de 2011

Saudade

Esta noite deixem-me ser só poeta
Não me peçam que pense sem ser em verso
Tem dias em que me viro do avesso

Esta noite só conseguirei juntar as sílabas
Que falem de amor
Escondi debaixo da almofada, dissabor

No meio dos lençóis deixei pavor
Debaixo da cama, estou eu
Tal qual um dia nasceu

Esta vontade matreira de ser poeta

Esta noite escreverei vontade
Mandarei p`rás urtigas, vaidade
Não me dói o coração…

Afirmo esta noite quer queiram ou não
Que escreverei saudade.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...