terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Afinal era poeta...Obrigado

Correm as borboletas sem asas, esvoaçam
Perdem-se e cansam-se, afastam-se do horizonte
Correm ideias, corre nas veias um instinto animal
E o crer que parece altruísta, é comodista afinal
Corrói e polui o cercado, o longe é tão distante
Tudo faz crer e até os recados se esgotam ao ar, cansam
Estes desfasamentos intelectualizados
Os monumentos a deuses passivos
Cansa a falta de ideias, muito mais os cercados

As borboletas nascem para a  liberdade
Em voos dispersos por um dia de vida
E os poetas nascem para ser ouvidos
Para serem censurados ou em ombros levados
Os poetas nascem para a eternidade

Só assim a escrita acontece
E quem sabe um dia, o que por cá ficar
Alguém reconhece.
Afinal era poeta, sabia o que escrevia.

Era tão bom se o poeta adormecido
Erguesse a mão do tumulo num adeus descabido
Era tão bom que poeta depois de morto
Pudesse dizer obrigado
Afinal valeu a pena tanto sonho inacabado.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...