segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal Triste

Olhaste para ele num breve instante
Será que o viste como é
Questão impertinente se achegou
Sem pedir licença se abeirou
Ao meu coração moído
Trouxe num momento condoído
O pensamento que teimo em esquecer
Com ele trouxe no peito a bater
Um soluço que se abriga na garganta
Trouxe um corpo gelado sem ter manta
Uma floco de neve no beiral
Olhaste para ele, a pergunta
Que sem ter resposta agoniza

A noite corre de mansinho
Cheira a Natal lembra o azevinho
Olhaste para ele ó Deus Menino
Reparaste no seu corpo franzino

Olhaste para ele e não o viste
Só assim entendo o seu viver triste.
Olhaste para ele afinal
Responde ou não será Natal.