quarta-feira, 16 de julho de 2014

A minha Pena... Décimas.

(Mote)

Caprichosa, a minha Pena.
O meu jeito de versejar.
Por vezes é cantilena.
Enrola e até sabe, amar.

Estranha sina é ser poeta.
Penso comigo em silêncio.
Ao escrever chego a ter frio,
Sem que a porta esteja aberta…
Muitas vezes é soberba!
Ou então: modo de vida.
Outras: estado de alma.
Pois num verso, embriagado,
está o ego, inebriado.
Caprichosa, a minha pena!

Martírio…. Por dias a fio!
De olhos fixos se mantém.
É de todos e ninguém.
É água solta no rio…
Sozinha … até perde o brio.
Ao olhar… olhos mortiços.
No regaço… leva abraços.
A quem da vida está cansado.
É altivez ou simples fado:
O meu jeito de versejar.

É mentira… ou é verdade.
É loucura em contramão.
Por vezes é encontrão.
Noutras… Leviandade.
Juro… quase sempre é vaidade!
Corre solta, entre as veias.
Pode ser pernas sem meias,
onde faltam os sapatos.
Gritarias… espalhafatos.
Por vezes é cantilena!

Tudo isto num poema:
Eu coloco a meu prazer.
Versos… Eu sei fazer:
Como quem reza novena!
Sinto e chego a ter pena…
Deste dom que Deus me deu.
Pedinte…ou camafeu.
Tosco altar, idolatrado.
O meu cunho é afiado.
Enrola e até sabe, amar!






Máscara...

Sempre que adivinho a solidão alheia… É como se o espelho estivesse embaciado. E o meu rosto sugado por uma teia. Sempre que ...