quinta-feira, 10 de julho de 2014

Amores perfeitos...

Olhas embriagado o canteiro que ondula ao vento
Narinas dilatadas, êxtase dos sentidos
Vermelho rubro, amarelo, carmim, azul turquesa
Molhas os lábios e sentes o sabor a framboesa
Embarcas num gesto a colheita que te espera

Suavemente
Deslizas a mão trémula pela orla do canteiro
Tocando piano nas pétalas vermelhas
Que o orvalho da manhã deixou vistosas

Pára, fixando a bela flor
Rubra, pétala de seda que desliza docemente
E cai a teus pés
Enleias as mãos na delicadeza 
Num gesto dolente abeiraste dela
Os teus lábios tocam o suave cetim
Por fim num gesto morno
Colhes uma a uma as flores
Desse canteiro atrevido
Enroscaste sobre ti mesmo

Acabaste de colher um ramo de amores-perfeitos…






Máscara...

Sempre que adivinho a solidão alheia… É como se o espelho estivesse embaciado. E o meu rosto sugado por uma teia. Sempre que ...