quarta-feira, 9 de julho de 2014

Beija-Flor…

Ao chegar a tua voz na calada da noite
Descuido impertinencia que a lembrança traz.
Incúria descabida no agora tanto faz,
Ao regressar a tua voz no meu ego um açoite.

E se o tempo da colheita já passou intransigente,
E se o crer esmiuçado no agora um presente.
Desassossego arrancado ao outrora docemente,
E se o tempo da colheita meu amor se evaporou…

Ao chegar a tua voz com a doçura do amor,
Confesso que na noite de repente se fez dia.
E que o querer é moinha quem diria!
Ao chegar a tua voz junto a mim um beija-flor.