quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ninguém parece ver

Existem dias em que me dispo de artefactos…
Quando os silêncios se transformam em masmorras.
Tudo me abandona e o tanto que tinha a dizer;
transforma-se em pó num mar sem praia.

Será que o meu rosto se assemelha ao sofrer?
Ou são os temores mortíferas adagas?
Existem dias que visto eternos lamentos!
Não são meus… Tem nos olhos a lida
numa labuta desenfreada pelo ser.

Ou mais curta… ou mais comprida…
E eu que tinha tanto a dizer:
_Dispo-me dos trajes coloridos
mas ninguém parece ver.


Ai de mim...

Deixa que adormeça na terra árida. Que o tojo seja o cobertor dos dias frios. A aurora seja o sinal que a alma aguarda. E o vento o ...