domingo, 31 de julho de 2016

Paradigma...

 Medito sobre as curvas do ser,
do estar ou do fazer, automatizo
o pensamento, e logo direcciono
a atenção ao conciso. Que fazer?

Quando todas as palavras são parecer.
Presença ambígua, num tempo vazio.
Dolorosa sensação de uso sem fuso.
Daquilo que acham que deve acontecer.

Não nego. Não serei a airosa e bela…
Nem tampouco a razão mais singela.
Não serei ínfima, ou confusão por si só.

Mas sou um caso prensado ao pó.
Em nenhures perdido sem impor dó.
Sou, um inesperado paradigma!



Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...