domingo, 24 de julho de 2016

Responde…

Eu sei, o medo impera na morrinha dos dias.
Lá onde os silêncios são grilhões em caravela,
e as esquinas são as quinas de bandeiras frias.
Razões e certezas; inútil debuxo em fria tela!

Eu sei. o estranho lapso ofusca salas vazias.
Tudo se perde no tempo ínfimo tal sentinela;
adormecida na poeira de estrondosas razias:
Em que tudo o que resta; é sombra na cidadela!

Responde: - qual o segredo que mantém átona
a ilusão? Será por ventura ficção desfigurada,
um corpo na praia? Ou será inútil maratona?

Fingir que o pensamento ignora a estrada,
achando não ser. Responde: - Se é um dom a vida:
porque se teima na fuinha razão, insana?


Foto: Google imagens.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...