sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Fadário...

Pergunto por vezes, como seria
Se o mundo girasse ao contrário
Se deixasse de haver fadário
Demando, e se acabasse a correria

Se esguios e precisos corressem os dias
E as noites dançassem ao som do mistério
Que envolve o fado ouvido em silêncio
Pergunto por vezes se alguém quereria

Fugir de uma sina, fugir de uma estrada
Virar as costas sem esperar nada
Olhar para trás por cima do ombro

Ouvir para sempre o som dos passos
Barulhento, fugindo a cansaços
Pergunto por vezes, o porquê do rombo.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...