sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Engodo

Mormente a ideia
Adormece nos charcos
Onde as rãs coaxam
Noite alta
Por detrás da junça
Descapitaliza e esgalha
A traça

Numa assentada
Com historia
Barafusta a traça
Puta de vida
Fadiga
Amanhã mando eu

O sol ao nascer
Dita a hora
A rã
Na beira do lago
Arregala o olho
À traça
Língua de fora
Já estás no papo
Desgraça.

Matutando a ideia
Contabiliza
A facilidade espantosa
Uma traça com mingua
Mata a fome gulosa

Agora
Não uma, mas milhares
De traças com fome
Avançam p`ró charco
A rã seca
Na orla exposta ao sol.

O sol faz a escolha
Ao nascer é de todos
Não uma mas milhares
Assim se travam os engodos.





Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...