sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os corvos

Os corvos sobrevoam
As cabeças
Encovadas no peso
Dos ombros
Os seus olhos amarelos
São tiranos
Em busca de pensamento
Na frescura do mesmo
Está o abate dos corvos
Eles sabem
Que a mente desperta
É lâmina 
Que corta certeira
O dourado do seu bico
As penas pretas
Luzidias
Recordam caixões
A massa de aflições
Arqueia na calçada
Passos apressados
De gente
Que verga sob o peso
Das mãos que caem
Ao longo do corpo
Esquelético

Ó gente
Não saberão vocês
Que basta um gesto
E os corvos tombarão
Nas calçadas
Por onde caminham
De olhos no chão


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...