quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Raízes

Não sei que insignificância me resta
O significado também pouco importa
A aresta que percorro está tão torta
Que uma escada íngreme se assemelha a festa

Contrafaz os desequilíbrios, é funesta
Não se compadece com a minha ignorância
Também nunca apelou à tolerância
Desequilibra satisfatoriamente a horta

Onde cultivo doidice insatisfeita
Por vezes tento irrigar contrafeita
As raízes loucas que teimam em brotar

Sobre a terra em chaga ruborizada
Mas tão logo o cabo cai da enxada
As raízes sem água migam de boca trancada

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...