quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nesse dia

Os poetas reinventaram
Todas as palavras
De amor
Um dia
Pegarei nelas
Tal fio de lã
Solto na bainha
Escreverei
Todas as palavras
De amor
Pintarei
O céu alentejano
De Agosto
Pelo rego aberto
O mosto
Saciará a sede
Que tenho de palavras

As tuas palavras

Nesse dia
Pegarei nas tuas
Farei salada russa
As minhas e as tuas
Revigorarão
A terra gretada
O Agosto do céu
Afastará a trovoada
Nesse dia
Os olhos dirão

Vale sempre a pena
A jornada.





Sempre que chamas por mim...

Deixo que o tempo apague a tua imagem. Aquela: que a chuva deixa na vidraça. No pensamento és nitida miragem. E  até as lágrimas são...