segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Roubo


Tenho saudades do tempo em que te escrevia
Passava longas horas traçando cada ruga do teu rosto
Hoje perdi essa capacidade, e pergunto amor
O porquê de tanto azedume e rancor
Que o meu coração alberga
Será que foste tu que me roubou a entrega
Será que fui eu que a perdi e nem sei
De todas as vezes que te inventei
Criei um olhar diferente mas conivente
Sabia-te sábio, na doçura da tua voz
Sabia-te forte nas convicções
Hoje adivinho-te fraco nas contradições
Mas sou incapaz de me adivinhar também
Pergunto será que me roubaste
A capacidade de me olhar.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...