quarta-feira, 30 de abril de 2014

Gosto...


Gosto de poemas corridos
Cheios de musicalidade
Mesmo na vida vencidos
Por inútil vaidade

Gosto de palavra cheia
De entendimento popular
Nada como sangue na veia
Na arte de versejar

Gosto de uma mensagem amena
Mesmo nas entrelinhas
Nada como o fonema
Para afastar as grainhas

Que por vezes caem a custo
No pobre papel timbrado
Por recalcos e frouxo uso
Gosto de versos em brado.

Gosto de tudo afinal
O que os olhos lêem com gosto
Não gosto de sentir trivial
Em linhas esperneando o oposto.




Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...