sábado, 12 de abril de 2014

Ilusão


Avanços, recuos. Não vês que são gritos
Na garganta retraio, já não sei
Se fujo de mim, se de ti me afasto
Se é esta vida, cinzento nefasto
Nem quando surge o sol, eu sei

Se o progresso ofertado é real
Ou se é somente vasto areal
Onde a maré vazia ilude o futuro
Sabes, por vezes um figo maduro
Conforma o olhar e nós

Tão secos por dentro tremendo de frio
Renegamos tudo, assim foge o Estio
Tolos, se a vida é só uma de que vale fingir
Que ao saltarmos tudo pode ruir

Avanços, recuos…Uma linha incerta
Nos olhos fechados instantes vincados

Por medo idiota.