quarta-feira, 30 de abril de 2014

Junho...


Começa agora o tórrido deambular
Por entre areias e nesga de mar, soluça
Um ano inteiro que no atrás esmiúça
Corre que corre, atreve-te agora a saltar

Para as ondas que imploram ao chamar
Por ti, sonhos perdidos, agonia tosca
Dos que partiram, numa voz rouca
Gritaram como sabiam ao deixar

Caminho liberto para alto mar, então
Porque esperam os olhos, infértil razão
Que se distrai perdidamente no não

Não, deixa para trás é só confusão
Joga-te à água, chegou agora o teu verão
Junho aí está, seduz em lima limão 


Máscara...

Sempre que adivinho a solidão alheia… É como se o espelho estivesse embaciado. E o meu rosto sugado por uma teia. Sempre que ...