quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tambor...

O amor que transporto
É muito meu
Nem sequer lamento
Que não seja o teu

Essa falsa certeza
De que o poeta
É infeliz
Veio na correnteza
De olhar petiz

Florbela que foi musa
Infeliz no seu viver
Claro, foi intrusa
No modo de pensar

Outras como ela
Que vieram a seguir
Abriram a janela
Para eu intervir

Hoje sou feliz
Tal como eu muitas mais
Mulheres que o mundo diz
Enquanto tu vens espreitar

Pela calada, corroída
Num lamaçal de vaidade
Olha vai moer o juízo
A quem não te fala verdade.

Porque escrever de raiva ou amor
Nos tempos que vão correndo
É banal, virou tambor

Enquanto vais remoendo…