quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cantiga...

Aquém das sombras que circundam a praça
Tudo tranquilo no final de tarde
Só o pensamento se atreve em barcaça
Mas regressa ao braseiro que no peito arde

Quietude que inspira o momento
Só o silêncio é mau conselheiro
Quando dou por ele envolto em fumaça
Moinha tingida de vermelho rubro
De vestes vistosas tem a sua graça
Quando dou por ele, logo lhe descubro

Pedaços de sina, em cristal luzente
O atrevido o meu ser presente
No final de tarde ao olhar o céu
Juro que descobri isolado ilhéu
Se pegar no riso que será que faço
Ora, pego-lhe na mão sem grande embaraço
Se pegar no céu e o juntar ao sol
Faço uma cantiga, seu olhar farol.



Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...