quarta-feira, 4 de junho de 2014

 Décimas…Meu choro de mão em mão.

Nos dias em que não te encontro
Indago a solidão
Em versos velhos transporto
Meu choro de mão em mão

Por que sou filha do nada
O meu ser é assombrado
Triste sina, triste Fado
Ao chegar da madrugada
Numa lua deslavada
Tal lágrima perdida
Que me leva de vencida
Quando assoma a nostalgia
Meu amor quem diria
Nos dias em que não te encontro

De mãos postas rogo ao Alto
Que me traga o teu sorriso
De tudo o que preciso
P`ra sair do sobressalto
É dum sonho azul-cobalto
Que me dê dias risonhos
Rosmaninho em fartos molhos
Nos teus olhos cor de mel,
P`lo toque da tua pele
Indago a solidão

Questiono até o tempo
P´la sorte em contra-mão
Ai jesus mas que aflição
De tanto dormir ao relento
Há muito esqueci alento
Anseio p`la luz do dia
Quem sabe traga ousadia
À alma que vagueia
Outras vezes se incendeia
Em versos velhos, transporto

Uma nesga de alento
Logo mais à tardinha
Numa chuva miudinha
Instigada pelo vento
Que me traga o momento
O teu beijo traiçoeiro
O teu rosto o teu cheiro
Num abraço apertado.
Retornaria ao passado
Meu choro de mão em mão.





Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...