terça-feira, 17 de junho de 2014

Então...

Não sei,
Porque me chega o eco dos fantasmas
Jogados em valeta de ambição
Porque teimo em recordar tempos passados
Remoinhos nos meus cabelos grisalhos
Ou então,
As velas de uma Nau Catrineta
Incerteza impávida mas serena.
Onde já ouvi esta cantilena.

Não sei,
Por entre este céu encoberto
Se olho de frente o passado
E o presente…
O futuro que promete?

Não sei,
Nos passos do velho
Aos meus olhos tão desfeito,
No voo dos pássaros
Nas suas asas, certeza.
Ao olhar o menino
Que me olha iludido.
Não sei.

Se faço bem em ser curiosa
Se roubo tempo ao tempo
Porém sei que sou desenvolta
Que escrevo pregos e rosas
Com facilidade vaidosa.

Então, que não sabes tu afinal.






Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...