terça-feira, 10 de junho de 2014

Corrupio...

Foge de mim a vontade de sorrir
Nas vezes comigo a sós
Pergunto ao branco das paredes
O que está por vir?
Vazios na resposta restam os choros
Do caliço aos meus pés!

Estranha admiração em corrupio
Comigo por dias a fio
O porquê da solidão, do encontrão.
Repreendo nessas horas alguma lágrima
Sei que não queres o meu pranto
Ou penso saber…

Curiosa a certeza, até clamor
Aventurança anunciada numa esperança fugidia
Certeza absoluta no branco das paredes, a razia.

Foge de mim a vontade de sorrir
Num silêncio que molesta, agride e corrói

Quebrado inutilmente por tudo aquilo que destrói.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...