domingo, 18 de outubro de 2015

Arco-íris...

Trato por tu todas as palavras sem sentido.
Ensaio com elas o passar dos dias sem destino.
Chamo-as pelo nome, quase sempre em alarido.
Amparam-se assim ao meu corpo franzino!

Sou farsante e bom actor, sou caso perdido.
Olho para elas em algazarra e com ar divertido.
E tu… Que queres tu da palavra se num verso sucinto,
albergo todos os vendavais enquanto imagino…

Saltam em telhado de zinco, quente, e tão vazio!
Amparo-me nos dias para esquecer as noites,
empoleirada, nas ramagens que adornam o rio.

Onde desaguam os meus medos. Não cuides
que sou triste, quando muito tenho frio.
Que te importa se adormeço nas cores do arco-íris…




Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...