domingo, 18 de outubro de 2015

Serás o meu porto...


Traz nos rumores do vento por entre o casario
a cauda de um cometa. A força ao nascer
de um novo dia. Traz em ambas as mãos o vazio
de uma noite sem luar, e inventa o acontecer.

Um corpo nu, inundado p`la luz do pavio,
propicio à descoberta. Traz a força a crescer…
Mil vendavais a afastar… Faz sem mistério,
nem palavras a inventar. Constrói o ser.

Ser de uma coisa qualquer… Costela do vento,
porque não. Ser terra e chão aos nossos pés…
Cobrir o meu corpo, enlear o pensamento.

Aí: ai de quem se atreva ao dia cinzento.
Serás o meu porto sem olhar a marés.
Minha terra, meu chão, a qualquer momento.