domingo, 18 de outubro de 2015

Canto...

E… Se eu entrar numa sala vazia, e bailar
a dança dos pirilampos. Mas… Sem o brilho da luz.
Se gritar em pleno salto pelo infinito… E cantar
mesmo sem voz. E parar à porta. – Truz, truz…

Tu estarás lá. Ou encontrarei o vento a uivar.
Será que tão louco sonho me sacode e conduz,
pelos meandros do infinito… Ou serei muda ao gritar
- São todos os poetas, luzerna em contraluz.

Estarás lá, sei que sim, e também sei, talvez…
Estranha compilação de palavras sem sentido!
Como vês, sou assim numa vazia mesquinhez.

De quem soletra por tempo indefinido.
E na minha sala vazia escavo a embriaguez
da minha alma, assim canto a canção do bandido.