quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Crer

Porque me tentas banir o crer
Construindo altos muros
Pensas, são portões seguros
Redomas de vidro opaco
Não passam de vento fraco
Porque me tentas banir o crer

O crer é igual a grão de areia
A pingo de água na nascente
A remar contra à corrente
Transforma brisa em furacão
O crer abala nação
É luar de lua cheia

É dança de pés descalços
É hino na voz do povo
É sangue de homem novo
Gargalhada de catraia
É maré varrendo a praia
É força de mil abraços

Porque me tentas banir o crer
Quando só o crer pode vencer
Só crendo se vê crescer
Uma vontade a desfalecer.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...