quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Saudade

Uma janela entaipada
Aperto no peito
Fio de aço afiado
Perfura, é estreito
Tempo contado
Lonjura disforme
Balão enchendo
É sangue, escorre
Um riacho chorando
Vereda que percorre
A planície da memória
Um pingo de chuva
Esgota a lembrança
Contrai a fadiga
Uma nuvem, bonança
Volta ao contrário
Tudo recomeça
Saudade é fadário
De sorte dispersa.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...