terça-feira, 9 de setembro de 2014

Outono... Décimas

Esqueço da terra por vezes
E a chuva me traz a lembrança
Nos regueiros da calçada cartazes
Prenúncio de subtil mudança.

No calor da terra eu desmaio
Num sonho deitado ao chão
Como a acidez do limão
Esta contenda (retraio.)
Brincadeira de catraio
Se assemelha a confusão,
No tempo a mutação
Corrupio lá no alto,
Ignóbil aparato.
Esqueço da terra por vezes.

Vejam bem o esquecimento
Tão próprio da alma humana,
Criatura ´´apraz`` insana
Sentimento ciumento.
Na incerteza nascimento
O vento arrepia caminho,
À terra gretada um espinho…
De um tempo que já não é,
No céu estrondoso banzé.
E a chuva me traz a lembrança.

- Olha o Outono acolá.
Virar de esquina perfeito.
Esvai-se o verão contrafeito
Nos corpos ao deus dará.
A chuva cumprimenta – olá-
Para de seguida fugir.
Mês de Setembro a carpir
No restolho a morrinha,
Da brandura à noitinha.
Nos regueiros da calçada cartazes!

Ligeiro aviso a Inverno
Que em Dezembro comanda.
O que o Outono em demanda,
Com o sol quente fraterno
Trata de manter eterno,
No eixo que lidera a vida!
Ano após ano erguida
A força da natureza,
Alheia ao homem, pureza.
Prenúncio de subtil mudança!




Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...