terça-feira, 23 de setembro de 2014

Tal como eu...

Por vezes olho as rugas no rosto
De frente para o espelho sincero.
Olho e sei que sou eu.
Aquela que no mês de Maio aprendeu
O cantar liberdade,  
Com as mãos em sangue
Pelos sargaços em flor.
Nas encostas da serra e com as giestas
Aprendeu solidão.
Ali ao lado os velhos, quinhão irmão
Do peito em chaga.
Defraudamos melodias em voz desafinada!
Em todos os timbres uma pomba liberta,
E no refrão um punhado de gente
Que tal como eu aprendeu Abril.




Ai de mim...

Deixa que adormeça na terra árida. Que o tojo seja o cobertor dos dias frios. A aurora seja o sinal que a alma aguarda. E o vento o ...