terça-feira, 16 de setembro de 2014

Paiol

Deixaste para trás um rasgo de luz
E nos meus olhos nasceram falsos cristais.
Nos meus cabelos fortes vendavais
Que soltastes num rasgo que traduz.

Quem sabe a falta de brio que conduz
Ao abismo do sentir um pouco mais.
Ou então estorno de diversos areais,
Correria louca perdida em farta cruz.

Ao deixar para trás o pouco importa
Se a saudade do que foi brilha ao sol,
Se por entre os dedos o querer transporta.

Uma raiva estendida, folha morta
Que dança ao vento olhos postos no paiol,
Que é o coração de tranca à porta…



Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...